PARTICIPE. CLIQUE ABAIXO.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Deus escolheu você!

Nota 
Muitos foram chamados, mas poucos escolhidos


                               Volte alguns anos no tempo e se encontrará com uma personagem bíblica pouco conhecida. Seu nome? Seu nome não estava na lista dos oito salvos para embarcar na arca-de-Noé. Ela também não estava na fila das mais lindas mulheres pretendentes para se casar com o rei Assuero. Tampouco ela esteve entre os doze discípulos escolhidos por Jesus.


Ela não era imprescendível,  não possuía nenhuma beleza, tampouco era importante para alguém, muito menos para ser escolhida por um salvador. Seu nome, por desconhecido que o era, foi citado apenas uma vez. Se fosse na época de Noé, quando este listasse os oito salvos pelo dilúvio, poderia passar despercebido, não pela memória fraca e velha do sacerdote, mas por ser desconhecida. Esta, por sua vez, também não enfrentaria uma fila gigantesca para ganhar a aprovação do rei. E nem tinha um currículo invejável para ser selecionada entre os doze. Ela tinha um trabalho desmerecedor. Sua função não era importante, nem o seu salário. Sua vida, menos ainda tinha regalias ou vantagens. Ela era uma escrava de Faraó que trabalhava como parteira das hebréias. Seu nome era Sifrá.
                Você conhece Sifrá? Talvez tenha ouvido o seu nome numa leitura de êxodo. Mas sua memória não gravou pela rapidez com que foi lido ou pela pouca notoriedade com que falaram de Sifrá. Ela também não tinha feito nenhum milagre, nem impressionado um exército, nem testemunhado para mil novos convertidos. Mas temos um grande porém dentro dessa história toda. Deus escolheu Sifrá!  Ele não se importou com a sua aparência. Se ela era alta, loira e bela e não tinha espinhas. Ele nao avaliou o seu currículo para saber qual a faculdade ela tinha ou em qual universidade havia estudado nem quantas linguas sabia falar. Porque isso não era importante para Deus.
                E é o que temos a pensar e refletir no versículo que fala que Deus não vê a aparência, mas sonda o coração. Ao contrário são os homens que escolhem pela cor da pele, pelo formato do rosto, pela empatia e algumas vezes pelos diplomas. Então por que nos preocupamos tanto com a impressão que as pessoas vão ter de nós? Antes devemos perguntar: por que, então, Deus escolheu Sifrá? 


Ele a escolheu pelo mesmo motivo que quer escolher você!   Vemos uma grande característica na vida de Sifrá. Algo que marcou profundamente a sua personalidade. E algo que deve marcar profundamente o nosso comportamento: A obediência a Deus. Não foi fácil para ela obedecer. Quando Faraó soube que os filhos de Israel vinham se multiplicando e se fortalecendo, olhou pela janela do seu palácio e certo dia viu a terra se enchendo deles. Logo, uma estratégia teria de ser fatal. Ele era o novo rei e pensaria sabiamente numa maneira de eliminá-los. Não poderia sentir que o povo que estava sob o seu domínio ficasse grande e forte. Então pôs as mãos na massa e imaginariamente assinou o seu decreto de morte para todos os recém nascidos homens. Mas, quem Faraó escolheria para cumprir aquela missão?  Ele deveria escolher alguém que se fizesse algo errado poderia ser substituída por outra. Escolheria alguém simples para que não chamasse a atenção nem possuísse algum adorno. E, por fim, se decidiria por alguém comum, sem reconhecimento e nenhuma importância. Naquela tarde, à janela do palácio real ele observou que havia entre suas servas quem não era imprescendível, não possuísse nenhuma beleza, tampouco fosse importante: Seu nome era Sifrá.
                A maioria das vezes queremos ser escolhidos. Desejamos que nosso nome seja falado em público, que o diretor da empresa nos elogie em alto e bom tom para que todos saibam que o nosso nome foi falado. Que o professor diga que a maior nota da sala foi a minha, e se possivel que ele diga isso quando todos estão prestando atenção. Adoramos quando o pastor da igreja menciona o nosso bem feito e diz alegremente: "Ah, a Maria canta muito bem. Palmas para a Maria". Desejamos ganhar o prêmio de mister universo simplesmente porque o mundo todo vai saber que eu sou o homem mais bonito do mundo e vou aparecer na televisão e ser reconhecido nas ruas. Ou as mulheres, nomeadas como a miss Brasil por se sentirem melhores do que todas as outras que não ganharam o prêmio. Nós desejamos isso porque sabemos que não ganhamos nada pelas coisas ruins que fazemos. E por isso não somos escolhidos. Mas espero que você não se esqueça da história de Sifrá: Ela não era imprescendível, não possuía nenhuma beleza, tampouco era importante para alguém,. "Quando ajudardes no parto as hebréias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o; mas se for filha, então viva".  O que faria você com essa ordem do Faraó? Obedeceria? Ou você perderia o seu emprego? Ou quem sabe você perderia a sua vida?
                Sifrá tinha uma amiga cujo nome era Puá. Puá era sua melhor amiga e confiavam no mesmo Deus. A esta a ordem era a mesma. Então, se fosse você, o que faria você e sua amiga diante de uma situação aterrorizante? Depende em quem você confia!
                Saber em quem você confia diferencia o caminho dos seus medos. Sifrá e Puá estavam entre a cruz e a espada, mas apenas uma decisão mudaria o rumo da história. Conosco acontece o mesmo. Estamos entre a cruz e a espada todos os dias. Os temores nos cercam. A pressa de vencer o inimigo. A habilidade de seguir um novo caminho. A cruz e a espada atravessam o nosso caminho quando perdemos o emprego e vemos os filhos ali, sentados à mesa comendo do último feijão. A cruz e a espada vêm nos ferir quando outra vez somos vítimas da reprovação de mais um concurso. Onde estão as portas abertas para um trabalho seguro? Para mudar de vida? Para melhorar? Enfrentamos a cruz e a espada quando nosso inimigo espiritual vem nos afligir. Ele nos ameaça de todos os lados. Ele esfrega o dedo em nossa cara e nos pergunta: "Onde está o teu Deus agora? Eu quero ver até quando você vai resistir?" Ficamos entre a cruz e a espada quando temos a nossa vontade e temos a vontade de Deus e devemos decidir. Jamais devemos nos esquecer que uma decisão muda toda a história.
                Sifrá e Puá decidiram obedecer o Deus que elas serviam e permitiram que ficassem vivos os recém nascidos homens. Mas como ter tomado tal decisão correndo o risco de enfrentar a sentença da própria morte? Saber em quem você confia diferencia o caminho dos seus medos.
                Sifrá sabia em quem confiava. Ela sabia com toda a certeza que poderia entregar. Ela sabia que havia um Deus vivo que estava olhando para ela e este mesmo Deus vivo livraria sua vida de entre a cruz e a espada. Ela também sabia que poderia confiar em sua amiga Puá. Ela já havia descoberto o que Salomão dissera mais tarde que é melhor serem dois do que um.
                Quem são as pessoas em quem você confia? Você não confia em mais ninguém, não é mesmo? Não se sinta triste por isso - você está entre a maioria que não confia mais no ser humano. Já fomos enganados, iludidos, roubados, trapaceados que não dá mais para confiar, não é verdade? Seu melhor amigo diz que vai te ligar daqui dois dias, mas a semana inteira passa e você não recebe nenhum telefonema. Seu namorado lhe promete fidelidade, mas bem antes da data do casamento ele confessa suas traições. Seu patrão lhe promete aumento no mês que vem, mas no dia combinado ele lhe demite. Seu filho lhe faz promessas que não chegará mais em casa tão tarde e tão bêbado, mas ele não cumpre. Na televisão vemos os políticos roubarem o nosso dinheiro público. Não dá mais para confiar! Somos traídos pelas pessoas que colocamos dentro de casa. Somos traídos pelas pessoas com quem escolhemos viver. Somos enganados por quem nós lhe demos um cargo de confiança. Então, não dá mais para confiar!
                Mas Sifrá confiava em Puá. Ela sabia que quando duas pessoas caminham juntas olhando na mesma direção o percurso se torna menos distante e o fardo fica dividido. Ela sabia que poderia confiar porque havia descoberto um segredo: que não importa de que lado você está, mas quem está com você! Não importava se Sifrá pertencia ao campo das hebréias ou ao lado das egípcias. Não importava se Puá pertencia às mulheres que eram vegetarianas ou se pertencia ao grupo das mulheres que comiam carne. O que era primordial era quem estava com ela.
                É difícil engolirmos com apenas um copo de água todas as traições que sofremos na vida. Algumas vezes a água está insossa e derramamos algumas gotas de nossas lágrimas salgadas enquanto choramos. Não é fácil pararmos o nosso choro quando só há vontade de chorar. E não é fácil de fazer alguém compreender que só estamos com vontade de chorar porque fomos traídos, iludidos e enganados por um amigo, um amor, um chefe, um familiar. O primordial é saber que permanece aquele que está conosco quando todos os outros nos abandonam ou quando todos os outros nos traem. Sifrá sabia que poderia confiar em Puá, não porque esta estivesse protegida para não errar, mas porque além de Puá, confiava em um Deus que dava garantia e Ele estava com ela.
                Mas, certo dia, Faraó as interrogou dizendo: Por que fizestes isso, que guardastes os meninos com vida?  Naquele instante Sifrá olhou para Puá e ambas se entreolharam diante da mais difícil das questões: Por que guardastes os meninos com vida? 
                Vai ser mais simples de entender a resposta ao nos perguntarmos por que Deus nos guarda com vida. Por que, Deus, nos guarda com vida? Por que, olhando para nós, atolados em tantos erros, tantas falhas, manchados pelos pecados que nos oprimem, presos pelos pecados que não queremos mais cometer, mas cometemos porque nem sempre conseguimos nos livrar das tentações, e Ele outra vez nos dá a chance de vivermos. Por que nos guarda com vida, nós, homens que cometemos tantas catástrofes e difamamos o Seu nome, dizendo muitas vezes "Meu Deus" sem pensar em Deus? Por que, pergunte-se você, Deus lhe guarda com vida mesmo muitas vezes você o abandonando, trocando-o por outros compromissos e fazendo a sua própria vontade e não a dEle? Por que Deus te guarda com vida? Simplesmente por uma só razão: porque Deus escolheu você!
                Esperamos que nosso nome seja dito em alta voz e fique registrado na história de grandes pessoas do século. Desejamos não sermos esquecidos, mas lembrados todos os dias por pessoas importantes porque desejamos ser importantes: vistos, apreciados, queridos, bem falados. Mas nada disso nos livra da morte. Nada disso diminui a nossa sentença e nada disso guarda a nossa vida. Ficamos à deriva, à espera de sermos aceitos pelas pessoas ao invés de esperarmos sermos escolhidos por Deus. Somente a Sua escolha nos guarda com vida. Mas sabe por que não ouvimos o Seu chamado? Porque nossos ouvidos estão atentos ao chamado das pessoas que consideramos importantes e ficamos ansiosos para que elas falem o nosso nome.
                Sifrá sabia quem era o Deus em quem confiava, e Ele pôs a resposta na sua boca que convenceu Faraó: "É que as mulheres hebréias não são como as egipcias; porque são vivas, e já têm dado à luz os filhos antes que as parteiras venham a elas". Deus havia livrado Sifrá e Puá de sofrerem os golpes entre a cruz e a espada. A história ainda apresenta o resultado da obediência, quando relata a benignidade de Deus àquelas parteiras estabelecendo-lhes casas. E daí, você se pergunta, por que devo eu obedecer?
                Obedecer é o arco que mira a flecha no alvo certo. Se você apontar o arco na direção errada a flecha desvia do alvo. E o importante no obedecer é a confiança que você demonstra em quem confia. É essa confiança que diferencia o caminho dos seus medos e difere o trajeto da sua flecha.
                Você não vai deixar de se deparar muitas vezes entre a cruz e a espada só porque você obedece a Deus. A cruz e a espada irão aparecer outras vezes na sua frente todas às vezes que você sentir medo; quando você se deparar com o inimigo feroz que o assusta de vez em quando; quando a dor lhe fizer chorar outra vez. Mas não importa quão doloridos são os pregos da sua cruz, existe uma verdade libertadora que abrirá a sua visão na próxima vez que você se confrontar entre a cruz e a espada: Você tem alguém que venceu uma cruz por ti!  Que verdade! Que libertação! Você não precisa enfrentar a sua cruz ou carregar a sua cruz sozinho quando Jesus já venceu uma cruz por ti! E se Ele é poderoso para parar o vento, Ele o faria quantas vezes fosse preciso vencer outra cruz por ti pelo simples fato de ter escolhido você.
                Ah! Obedeça! Não importa de que lado você está no mundo, se no lado dos esquecidos, dos abandonados, dos traídos, dos iludidos, dos enganados pelos homens, mas o que importa é quem está com você, se Deus está com você, se você está com Deus! Obedeça! Você não vai deixar de se confrontar com outra cruz no seu caminho, mas vai saber que Jesus já venceu uma cruz por ti. Apenas um simples fato selou o amor de Deus naquela cruz do calvário. O fato de ter escolhido você! Ele quis você! E quando Jesus esteve para enfrentar aquela cruz tinha apenas uma decisão: a de salvar a sua vida! E perguntamos outra vez: Deus, por que guardastes os meninos com vida?  Por que nos guardastes com vida? Ele entregou a Sua própria vida para salvar a nossa. E apenas fez o que fez porque sabia que chegaria um dia em que não poderíamos mais confiar nos homens porque esses nos enganam, não confiaríamos na pessoa com quem nos casamos, nos nossos colegas, amigos e vizinhos, mas Deus confia em nós! Ele não entregaria a Sua vida para nos dar a salvação se não confiasse no ser humano. Deus confia em você não importa o que você faça nem quem você seja!
                E o seu nome? Você não entrou na lista dos oito salvos do dilúvio? Você não ficou na fila dos pretendentes mais lindos para se casar com o rei? Você não foi escolhido como foram escolhidos os doze discípulos de Jesus? Então você está enganado!  Jesus não simplesmente salvou sua vida de morrer por água como por fogo também. E o que você acha que simboliza o sacrifício que Jesus fez na cruz por você? Uma aliança com todos os pretendentes lindos de Jesus. E, você, é como um dos doze um escolhido por Jesus.
                E o seu nome será chamado na lista das pessoas que irão se assentar à mesa para ceiar as bodas do cordeiro, se você obedecer. Obedeça assim como Sifrá. Ouça a voz daquele que o ama e não daquele que lhe põe medo. A sua obediência permitiu que Moisés pudesse nascer e viver e através dele o seu povo pudesse ser salvo do Egito.
                Deus escolhe pessoas obedientes para que através delas grandes atos sejam feitos.
Denis Rafael Albach

               

Nenhum comentário:

Pesquise neste blog - Digite um tema abaixo

Carregando...